Postagens populares

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Justiça no Brasil? FURADA!!! Adptado de Nathalia Delavi


 
"Um moleque de 19 anos mata uma menina de 18 e SE for a julgamento será daqui a 2 anos no mínimo! E pior se for julgado culpado só poderá ficar preso por, no máximo, 30 anos E PIOR se ele se "comportar bem" poderá reduzir a pena pela metade!! E PIOR!! Por ter estuprado, ele ficará isolado em cela especial!! Além de receber moradia, abrigo, comida, educação, direito a visitas e conforto A NOSSAS CUSTAS. As custas da mãe da menina que paga impostos, dos amigos, familiares, conhecidos e gente que viveu quase a mesma situação e até gente que não tem nada a ver com a história!!

Eu não entendo Deus, não entendo a misericórdia que o Senhor pode ter com um cara como esse!

Eu não a conheci, apesar dela morar perto de mim. Mas eu choro e estou profundamente triste de ter que engolir um país tão vergonhoso como esse! Uma polícia tão traíra como esta! E uma sociedade tão imparcial e calma como a nossa!

Minha oração hoje é pra que a família dela tenha o conforto de Deus!"

Entendo suas palavras e concordo com sua manifestação Nathalia Delavi. Nossa justiça sempre será injusta, e isso não importa qual seja a dor que nos conclame a um ato de justiça. Ou seremos leves de mais ou seremos pesados de mais! Ou deixaremos as coisas rolarem mais na impunidade ou nos tornaremos avaros da linha fina da lei. Precisamos de justiça, não há sombra de dúvida!!! Precisamos que a justiça seja justa, não se pode nega isso a quem foi injustiçado!!! Em Deus, a sua justiça, nos molha em sua misericórdia. Deus não nos concede algo que merecemos ao mesmo tempo que, em graça, nos concede algo que não merecemos. E quando nos relacionamos com esses dois atos de Deus a nosso favor - misericórdia e graça -, encontramos uma justiça que excedo todo o nosso entendimento. Descobrimos que Deus é capaz de tirar justiça de dentro de si mesmo e oferece a quem não é justo! Ai nos quebramos, nos quebrantamos, e somos transformados em amor.
O problema da nossa justiça é que não há uma outra maneira de exercemos justiça humana sem sermos imparciais. E por mais que discordamos - por causa de dor - não pode haver justiça sem não houver uma oferta de amor. Não há justiça sem amor porque as duras penas ou ausências delas não transforma o que é injusto em justo. Não muda o injusto em pessoa justa! Precisamos exercer misericórdia. E com todas as nossas forças agirmos em graça! Então promoveremos justa justiça!!!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

DIGA-ME, O QUE VOCÊ VALORIZA?


Soa-nos tão estranho quando ouvimos sobre as guerras que os religiosos são capazes de fazer no oriente médio. Ou, o que levou Hitler ter feito o que fez. São episódios de nossa sociedade humana que são pesados e difíceis de explicar.  Em contra partida o que, em nome da fé, nós do ocidente somos capazes de fazer? Bomba de Hiroshima? Desculpa-me, matar uma geração diretamente e inúmeras outras indiretamente não é “uma espécie de fé” que meu país tem, obrigatoriamente, vencer a tudo e todos sempre. Ou ainda, manter o avanço tecnológico a custo de culturas e vidas indígenas, uma gama de impactos ambientais; como desvio de curso de rios, matança de animais, desequilíbrio ecológico, e muito mais. Isso não será também um idealismo extremista? Perdão, o padrão da vida moderna tem fundos muito cômodos para nós que dar para pagar todas essas contas indígenas e ambientais. 

Mas e ai, diga-me, por favor, o que você valoriza? Ou melhor, o que valorizamos? Tudo bem, vamos dizer que isso não tem nada com nossa “fé cristã”. Mas então, o que valorizamos por meio da fé? Uma resposta plausível, talvez, possa ser algo do tipo: boas ações, simpatias com as pessoas, dinamismo, “servir na casa de Deus”, não se contaminar com o pecado. A essas coisas, acredito que todos concordarmos que é boa resposta. Mas será? É esse o foco de Deus? Talvez, quem sabe, a valorização demostrada pelo filho mais velho, da narrativa do Filho Pródigo, nos esclareça. “Olha! Todos esses anos tenho trabalhado como um escravo ao teu serviço e nunca desobedeci às tuas ordens. Mas tu nunca me deste nem um cabrito para eu festejar com os meus amigos. Mas quando volta para casa esse teu filho, que esbanjou os teus bens com as prostitutas, matas o novilho gordo para ele!”. Dedicação ao trabalho. Obediência sem hesitação. Uma pessoa sem erro. Porém, selo de “NO PECADO”, ou título de “MELHOR PROFISSIONAL DO ANO”, tudo isso, sem compromisso com a vida humana, não tem valor algum. Sem abonar o filho mais velho, o pai – Deus na narrativa – reprovou esse comportamento. É bem possível que, na ANTIGA ALIANÇA DA LEI, essas coisas valeriam muito. Mas agora, pela graça, com o Reino de Deus entre nós, precisamos nos preocupar mais com que Deus valoriza.

Mas continuámos. Diga-me, o que valorizamos? O que Deus valoriza? Temos carta na manga. Pois possuímos um bom senso de justiça. Uma mulher pega em adultério, uma cópia da lei que diz que ela deveria ser apedrejada e uma pergunta: “e você, diz ai o que deve ser feito?”. Colocações muito honrosas, podemos afirmar isso? De uma lado fazer cumprir a lei, e ainda ter doutro lado uma pontinha de “humanismo”. Mas ai, qual é a escolha? Qual é a resposta? Não, não, por favor, não leve em conta minha ignorância. Esqueci que os cristãos em suma, sabem que essa situação é uma pegadinha. Ah, era só uma armadilha que não deu certo, não é verdade? Se colocássemos nossa galera cristã para assistir de camarote o episódio, talvez diríamos a seguinte coisa para a rapaziada que preparou tudo isso: “não fui dessa vez playboy”. Mas e ai, o Deus diria mesmo? O que Deus valorizaria nessa situação? E que tal um aplauso, está supresso? E se ainda ele for seguido de muito obrigado. “Quem de vocês não tem pecado atire a primeira pedra”, obrigado, obrigado. Graça a suas atitudes de criar uma pegadinha uma vida foi salva. Salva da morte. Salva do pecado. Ou, deixa eu ver, será que uma vida, apenas uma vida, não seria suficiente para Deus ficar plenamente feliz? É, erramos mais uma vez. É, a NOVA ALIANÇA, vem mesmo de graça, por uma fé exclusivamente em Jesus e não na justiça que temos. É, o que Deus valoriza parece ser maior do que tudo que se encontra no nossos “rol grandes pecados” como o adultério.

Tudo bem, não faremos a difícil pergunta da qual estamos procuramos a resposta. Vamos direto ao ponto que acreditamos ser certeiro: fidelidade na nossa confiança em Deus. Isso é sem dúvida o que Deus valoriza, a final, deve ser o que Ele espera de nós né. Mas será? Podemos ter certeza mesmo? Sei não, A NOVA ALIANÇA parece mudar um pouco a percepção que temos das coisas, até mesmo das que antes estávamos mais seguros! Mas vejamos uma coisa. Deus fala diretamente a você, e você faz o que Ele lhe diz. Por causa disso você enfrenta uma situação completamente difícil. Então você sai, anda um pouquinho e logo você se ver uma situação que você acaba mentindo. Coisinha pouca né. Nada tão monstruoso assim. E ai? O que Deus valorizaria nessa história? Hum, vichi, o cara ai foi bem até chegar mentirinha né, mas tem aquela parte lá que diz que temos que ser fiel até o fim para ganhamos a nosso coroa, então... perdeu. Você sabe de quem estamos falando, não é? É de Abraão na terra do Egito e sua meia mentira de que Sara era sua irmã. Deus afligiu tanto o Faraó do Egito quanto todo o povo por causa do carinha mentiroso. Mas essa ação de Deus não foi punindo Abraão não, foi para castigar é o povo e o Faraó que estava com a esposa de Abraão. Será porque Deus fez isso? Porque ele agiria a favor de um mentiroso? Ele não requer fidelidade absoluta na confiança nEle? Nós estamos ficando sem argumentos não é?

Deus valoriza pessoas, vidas. Em uma situação em que a vida humana corra perigo, a pessoa humana é mais importante do que padrões éticos ou religiosos. O que Deus valoriza está muito mais ao lado de um carinha errado por mentir, do que perto de um caixão com um difundo que “não precise de mais nada”. É, talvez precisassem nos relacionamos mais com um jovenzinho que sai e faz o que vem na telha, mas volta e se joga a Deus, do que ficarmos curtindo “troveis” com quem não tem experiência com o que Deus valoriza. A gente tem é que dar a cara para bater e reconhecer que, mesmo que as coisas pareçam, que as pessoas estão armandoalgo, mas se (com o perdão da palavra) na sacanagem dos homens alguém por meio disso encontrar a salvação, por mais estranho que pareça, é melhor isso ter acontecido do que a mesma ser fuzilada, ainda que pelos seus próprios erros.

É meio que confuso entender essas coisas né? Pois é, acredito que é melhor ficarmos na pergunta e apenas nos jogarmos, sinceramente, aos pés de um cara como Jesus, e aprendemos com ele o que sua NOVA ALIANÇA NO SEU SANGUE nos diz.
                                                                                                                                                                                                     

CASA CASINHA CASEBRE CASARÃO


Casa. Casinha. Casebre. Casarão. Uma palavra e suas derivações. Essas ramificações da palavra são vistas, mas o que não percebemos em todos os tipos de análise que o português oferece são as confusões que uma casa pode originar. De uma coisa tão aparentemente simples, que cujo significado cabe numa palavra pequeno – casa – há derivações históricas tão violentas. Exemplo, famílias que quebraram suas relações mais ternas por causa de disputas de heranças e coisas assim.
Além das brigas familiares, o que chamamos de casa tem abrigado muitas guerras por sua causa. Exemplo, Jerusalém – morada de Deus (casa de Deus). Quantas pessoas perderam suas vidas pela disputa dessa casa chamada Jerusalém. Hoje o que sobrou como um pedacinho do que é considerado como Casa de Deus construído por Salomão (Muro das Lamentações) é vigiado como relíquia preciosíssima.
No nosso país vemos uma disputa muito acirrada por uma “casa” em que as pessoas dão muito valor. Nossas palavras e compreensões tem edificado uma casa na qual chamamos de “casa de Deus”. Nela dizemos que Deus habita ali. E é uma compreensão tão forte que modulamos nossas posturas em duas: uma postura dentro da “casa de Deus” e outra fora. Crescemos com afirmações do tipo: menino não faça isso ou aquilo, estamos na “casa de Deus”. Ou até mesmo citações bíblicas como: “guarda o teu pé quando entrares na casa de Deus” Ecl. 5.1; e muitos outros.
É claro que ensinar comportamentos sociais de boa postura e etiqueta faz bem, faz muito bem. Mas o terrorismo evangélico não é benéfico! Terrorismo usando a bíblia e “pensamentos cristãos” causa atrofiações espirituais, mutilações de intimidade com Deus e até mesmo timidez espiritual. Pessoas nascidas em Cristo vivem uma relação de medo com Deus por inserção de pensamentos castradores em suas mentes e com isso se limitam nas manifestações de seus contatos com Deus.
Construímos edificações de tijolos e pedras e a damos o nome de “casa de Deus”. É bem lógico que não é a nomenclatura que é má em si, mas o que causamos nas pessoas com as “mensagens habitações de Deus” que empregamos com essa visão. As pessoas ficam vinculadas ás construções como o lugar em que suas orações são ouvidas mais de presa, ou, “buscar uma benção”, “renovar energias espirituais” (recarregar baterias).
Se olharmos e analisamos onde Jesus mais estive e será que a resposta seria o templo ou sinagoga? Se nos perguntarmos quais foram os locais em que Jesus mais abençoou pessoas, a resposta que encontramos no evangelho, certamente não seria nos templos ou similares.
A antiga compreensão originada no modelo templário de Israel teve o véu rasgado pela morte e ressureição de Jesus. Agora a casa de Deus, poderíamos dizer assim, mudou de lugar. Pessoas são casa, morada de Deus, templos de Deus. E Deus preferiu, Ele mesmo preferiu essa casa (pessoas) a “casa” antiga. Ele escolheu residir em nós. O templo da graça não tem como símbolo as grandes catedrais europeias. A imagem mais significante sobre a morada de Deus nesse novo tempo que Jesus instaurou são pessoas descriminadas, com e pelo pecado, agora são cheias do favor de Deus sendo moradas do próprio Deus.
Porque será que nós, sendo participantes do Reino da graça de Deus, insistimos em uma visão antiga? Porque pensamos em tijolos como casa, esquivamos das pessoas como morada de Deus? Sei que fica mais fácil termos um lugar central para congregarmos pessoas, e que isso não tem nenhum mal em si. Mas até quando vamos inverter os valores de Deus. Porque não valorizamos pessoas e investimos esforços, dividendos totalmente voltados para os prédios. Dizermos que sabemos o que é igreja, é igreja (dizemos pessoas) e o que é templo é templo (prédios), mas nossas práticas, pensamentos e colocações chegam às pessoas de formas bem diferentes. Precisamos nos comprometer com praticas melhores. Voltadas para o que Deus ama – as pessoas. Precisamos nos policiar mais quando ao que pensamos e dizemos a fim de certificamos que não estamos “derribando” o que Cristo construiu.
Gostaria de poder cantar, nos supra valorizados salões evangélicos, uma música intitulada “Casa” do grupo Palavrantiga: Deus preferiu essa carne/ Não quis os templos vos construir com minhas mãos/ Me fez carne/ eu sou morada/ lugar de Deus/ Que não está lá fora/ Mas sim mora dentro de mim/ Abre a porta/ e Ele entrou em casa/ Estou em obra/ Essa morada, um dia será perfeição/ A minha janela são esses olhos que brilham/ Uma coisa ela mostra quem a ilumina/ é o meu amado/ Mudando as coisas de lugar dentro de mim/ Eu sou casa/ Lugar de Deus/ E Ele habita em mim/ Lá fora é frio/ Lá fora é medo/ Tem algo de morte, deserto, vazio/ Morando em mim/ Tu me aquece/ Me ensina a ser livre/ Santo Espirito/ Me enche de alegria/ Eu sou casa/ Lugar de Deus/ E Ele habita em mim”. Mas se, contudo, a voz de retorno aos princípios eclesias praticados por Jesus deixo por final as palavras de Paulo: “Vocês não sabem que são casa de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês?” I Cor. 3.16.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

LINGUAGEM EVANGÉLICA

Uma vez, esperando uma empresa de fotografia abrir, um senhor que estava a minha esquerda disse: “eu estou no estrito viu”! Logo o disse: “o senhor é evangélico e já tem uns bons anos nessa caminhada, não é?!” Prontamente ele me respondeu que sim. Eu sabia, no mínimo, ele já teve uma experiência evangélica entre os anos 80 a 90 e poucos. Descobri isso pela sua fala. A palavra “estreito”, geralmente ela era usada pelos evangélicos no período que citei.
A gente não costuma refletir que possuímos linguagens próprias, que há expressões que certamente não são compreendidas de primeira mão pelos “não evangélicos”. Estou pensando em quantas pessoas entraram em nossas comunidades e não conseguiram entender o que falamos devido às expressões tipicamente feitas para os evangélicos. Sem desmerecer ou ridicularizar a canção que descreverei a seguir, muito menos aos irmãos que a cantam, os que a escreveram e a ministram em suas comunidades; no entanto gostaria de transcrever parte dela aqui: “Quem quer a glória traz a arca/ Quem quer o fogo traz sacrifício/ Quem quer a vida que suba a cruz / Quem deseja o favor do Rei/ Toca na ponta do altar/ Quem quer resposta/ Queima incenso/ Quem quer a cura/ Toca no manto/ Quem quer a honra/ Rasque suas vestes/ Quem deseja o favor do Rei/ Toque na ponta do altar...” Será que uma pessoa “não do nosso meio” compreenderia o que quer dizer “trazer a arca”? “Traz o fogo”? “Toca no manto”? E assim por diante.
Será que nosso idioma “evangeliguês”, de certa forma, não impede de que pessoas conheçam o Reino de Deus? Não será que estamos fazendo um caminho inverso que o evangelho nos mostra? Nas linguagens pelas antigas alianças do Antigo Testamento Deus havia se revelado especificamente a um povo, “um gueto”, “uma tribo”, especificamente em uma língua por meio de uma nação. Mas ele, decididamente não quis permanecer assim. Fez-se homem. Fez-se carne. Uma pessoa como todas as pessoas antes dEle. Uma pessoa, como todas as pessoas que foram presentes à sua época, assim uma pessoa como todas as outras depois Ele. E assim, é bem sabido, que, em uma Nova Aliança, em Cristo Jesus, Deus tomou uso de todas as linguagens. Os gestos e falas de Jesus, como toda a sua vida, é perfeitamente entendida por toda a humanidade. Nele Deus se fez completamente entendível.
Não estranhos construímos um caminho de desentendimento? Li um texto de Rubem Alves que dizia que Pentecoste é Babel ao contrário. Em Babel, as línguas foram multiplicadas, e os homens não se entendiam mais. No Pentecoste, os homens, por meio de uma capacitação divina, se fizeram compreensíveis quando falaram vários idiomas de diversas nações que estavam presente. Agora pergunto, e qual dessas situações o Reino de Deus saiu ganhando com o uso da linguagem?
Jesus, o Verbo de Deus – Palavra de Deus, Imagem de Deus, Comunicação de Deus – se fez carne, tornou-se pessoa. E desde então Deus se tornou, incrivelmente conhecido em carne e em verbos (palavras). Será que nosso evangeliguês não quebra o que Jesus, o Verbo, nos deu em sua Aliança? O Verbo de Deus não pode ficar recuso no nosso gueto evangélico. É preciso nos tornar compreensíveis. É Preciso fazer que o Reino de Deus cada vez mais compreensíveis.
Rubem Alves foi muito feliz na sua comparação entre Babel e Pentecoste. Mas gostaria, para finalizar, ampliar essa análise. Em Babel, o homem queria chegar aos céus. Queriam isso por eles mesmos, sem verbo, sem o próprio Deus em carne. Por isso Deus os condenou a não intercalações. Passaram a ficar incomunicáveis. Pessoas sem o Verbo, e por isso, sem “verbalizar” (se comunicarem em Deus) não chegaram ao céus e perderam relacionamentos antes construídos. No Pentecoste, homens, governados pelo Verbo, vivendo a vida do Verbo em suas próprias carnes, agora verbalizam Deus (comunicam seu Reino, sua graça) mesmo sem saberem  idiomas, mesmo naquela mesma situação em que em Babel os homens tiveram que se separarem. Agora, homens se reúnem, comunica-se, o Verbo faz Deus conhecido através de pessoas. E assim pessoas, por Verbo em carne, encontram o Reino dos céus!
Que diferença né?!  De perdidos para salvos graça ao “Verbo” usado. De pessoas como empecilhos à pessoas como instrumento de conquistas honradas. Evangeliguês, dá para erradicar?!!!

domingo, 28 de agosto de 2011

PROTESTO CONTRA A SECULARIZAÇÃO


Os post´s do Site Cristianismo Criativo tem sido muito relevante pra mim. Além do texto “Cristianismo Clichê”, de Gerson Borges; agora o texto de Tais Machado – “Arte, Sociedade e Espiritualidade” – tem sido significante para mim. Li nesse texto de Taís algumas coisas sobre protesto contra a secularização que me motivaram a também escrever sobre esse tema.
A igreja de Cristo, espalhada nas comunidades evangélicas, tem-se acostumado com a alguns padrões de tradição interpretativa das escrituras, bem como à expressões que sustentam perspectivas nas quais foram submetidas. Uma destas perspectivas é a visão secularista que traz uma dualidade na própria vida da comunidade.
Através do argumento da secularização dizem que uma coisa pertence ao “mundo de Deus” e outra não, nisto, esta outra é vista como secular – não pertencente ao Reino de Deus e nem do seu povo. Não importa o quanto uma pessoa se dedique ao que faz, se não “pertence ao povo de Deus” tudo o que fizer é tido como segurar. É bom, bonito, toca o coração, faz bem a alma, mas não é próprio circulo evangélico.
Sei que há coisas nessa vida que não edificam. Considero isso uma verdade. Porém me preocupo é com o principio avaliativo quando pessoas usam o conceito da secularização. “Não faz parte do nosso circulo, não pertence a Deus”. Fico a imagina Isaias falando à “nação escolhida de Israel: “Assim diz o Senhor ao seu ungido, a Ciro, a quem tomo pela sua mão direita...” Is. 45.1. Essa profecia foi dita 200 anos antes de Ciro nascer. Ciro foi estadista de uma nação que poderíamos chamar de “pagã”. No entanto, Deus chamou de Ciro de seu ungido. E ainda, ele foi erguido como estadista para cumprir com um propósito de Deus. A argumentação secularista evangélica do nosso tempo talvez não permitiria uma mensagem como esta de Isaias nos dias de hoje. Talvez poderíamos utilizar como desculpa, como eu já a ouvir, a seguinte expressão: “as pedras clamam, mas não deveriam”.
Além do gravíssimo problema de ferimos pessoas, a repetição e promoção do conceito secularista, tem ainda de muito alarmante uma pretensão muito ousada que, mesmo sem perceber, acabamos fazendo quando reafirmamos e espalhamos a visão secularista; que é, no fundo, “uma tentativa de tirar Deus do mundo”. As pessoas e o que elas fazem, na nossa “visão evangélica secularista”, se não fazem parte do nosso circulo, tais pessoas e o que elas fazem não pertencem a Deus e não podem serem apreciadas por nós. Não sei como podemos encaixar nesta visão o texto de Salmos 24.1: “Do Senhor é a terra e a sua plenitude; o mundo e aqueles que nele habitam”.
Ouvi uma história de uma pessoa que gosto muito de escutar – Enéias Rodrigues, da Comunidade Carisma de São Paulo. Nessa história, os jovens se ajuntaram e fizeram um churrasco. No domingo à noite, o pastor marcou um reunião com os jovens após o culto e disse: “Vocês parecem pessoas do mundo. Estão fazendo festa. Cadê a santidade ao Senhor?!”. Um dos jovens interpelou o pastor e disse: “mas Jesus não foi a uma festa?!”. O pastor retrucou: “foi mas não deveria ter ido!”. Já recontei essa história a várias pessoas. Todas


riram. Eu mesmo já ri muito dela, e até hoje eu dou risadas. Minha dúvida é se hoje iriamos criminalizar Jesus por ter atitude secular por participar de uma festa. Mas talvez, ludibriamos nossos próprios pensamento  evangelizando (dizer que o casamento que o casamento que Jesus foi fora evangélico) a festa que Jesus participou. Mas o que diríamos de Jesus transformar água em vinho e com isso dar vinho as pessoas? Não seria isso secular aos nossos olhos supra evangélicos? Na verdade, sem querer generalizar, essa parte do capítulo dois de João que nós evangélicos não nos damos muito bem. Será porque hem?
Precisamos sermos mais honestos. Necessitamos de deixar Deus ocupar o seu oficio mais que natural e perfeitamente cabível a Ele de governar este mundo. E assim deixarmos em suas mãos dizer o que pertence ou não pertence a Ele. Como disse, ainda há manifestações de coisas e situações nesta vida que não nos edificam. Porém, temos que nos encher da mesma visão de Cristo quando ele assentava para comer com pecadores, quando ele participava de uma festa. Hoje temos a necessidade de deixarmos de julgar as pessoas, seus trabalhos e habilidades para focarmos no que o Espírito de Deus nos ensina ou não com a vida ou feitos de quaisquer pessoas. Sinceramente acredito que nesse princípio está a funcionalidade prática do que nos edifica ou não. A final não deve ser atoa que uma versão de Salmos 68.18 diz que “até aos ímpios Deus concedeu dons”. E ainda, com muita simplicidade, ouso dizer que esse pequeno relance em salmos 68 do que mais para frente Jesus viveria e nos ensinaria seja apenas um aio (como costumava falar o apóstolo Paulo) do que o próprio Senhor revelou através da experiência de Pedro – Atos 10.15 -: “não faça comum ao que Deus purificou”.  Difícil, você não acha? Pois então, Deus teve que dizer isso a Pedro três vezes para ver se ele entendia o que Seu Espírito queria dizer a ele.

Fabiano Souza