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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

DIGA-ME, O QUE VOCÊ VALORIZA?


Soa-nos tão estranho quando ouvimos sobre as guerras que os religiosos são capazes de fazer no oriente médio. Ou, o que levou Hitler ter feito o que fez. São episódios de nossa sociedade humana que são pesados e difíceis de explicar.  Em contra partida o que, em nome da fé, nós do ocidente somos capazes de fazer? Bomba de Hiroshima? Desculpa-me, matar uma geração diretamente e inúmeras outras indiretamente não é “uma espécie de fé” que meu país tem, obrigatoriamente, vencer a tudo e todos sempre. Ou ainda, manter o avanço tecnológico a custo de culturas e vidas indígenas, uma gama de impactos ambientais; como desvio de curso de rios, matança de animais, desequilíbrio ecológico, e muito mais. Isso não será também um idealismo extremista? Perdão, o padrão da vida moderna tem fundos muito cômodos para nós que dar para pagar todas essas contas indígenas e ambientais. 

Mas e ai, diga-me, por favor, o que você valoriza? Ou melhor, o que valorizamos? Tudo bem, vamos dizer que isso não tem nada com nossa “fé cristã”. Mas então, o que valorizamos por meio da fé? Uma resposta plausível, talvez, possa ser algo do tipo: boas ações, simpatias com as pessoas, dinamismo, “servir na casa de Deus”, não se contaminar com o pecado. A essas coisas, acredito que todos concordarmos que é boa resposta. Mas será? É esse o foco de Deus? Talvez, quem sabe, a valorização demostrada pelo filho mais velho, da narrativa do Filho Pródigo, nos esclareça. “Olha! Todos esses anos tenho trabalhado como um escravo ao teu serviço e nunca desobedeci às tuas ordens. Mas tu nunca me deste nem um cabrito para eu festejar com os meus amigos. Mas quando volta para casa esse teu filho, que esbanjou os teus bens com as prostitutas, matas o novilho gordo para ele!”. Dedicação ao trabalho. Obediência sem hesitação. Uma pessoa sem erro. Porém, selo de “NO PECADO”, ou título de “MELHOR PROFISSIONAL DO ANO”, tudo isso, sem compromisso com a vida humana, não tem valor algum. Sem abonar o filho mais velho, o pai – Deus na narrativa – reprovou esse comportamento. É bem possível que, na ANTIGA ALIANÇA DA LEI, essas coisas valeriam muito. Mas agora, pela graça, com o Reino de Deus entre nós, precisamos nos preocupar mais com que Deus valoriza.

Mas continuámos. Diga-me, o que valorizamos? O que Deus valoriza? Temos carta na manga. Pois possuímos um bom senso de justiça. Uma mulher pega em adultério, uma cópia da lei que diz que ela deveria ser apedrejada e uma pergunta: “e você, diz ai o que deve ser feito?”. Colocações muito honrosas, podemos afirmar isso? De uma lado fazer cumprir a lei, e ainda ter doutro lado uma pontinha de “humanismo”. Mas ai, qual é a escolha? Qual é a resposta? Não, não, por favor, não leve em conta minha ignorância. Esqueci que os cristãos em suma, sabem que essa situação é uma pegadinha. Ah, era só uma armadilha que não deu certo, não é verdade? Se colocássemos nossa galera cristã para assistir de camarote o episódio, talvez diríamos a seguinte coisa para a rapaziada que preparou tudo isso: “não fui dessa vez playboy”. Mas e ai, o Deus diria mesmo? O que Deus valorizaria nessa situação? E que tal um aplauso, está supresso? E se ainda ele for seguido de muito obrigado. “Quem de vocês não tem pecado atire a primeira pedra”, obrigado, obrigado. Graça a suas atitudes de criar uma pegadinha uma vida foi salva. Salva da morte. Salva do pecado. Ou, deixa eu ver, será que uma vida, apenas uma vida, não seria suficiente para Deus ficar plenamente feliz? É, erramos mais uma vez. É, a NOVA ALIANÇA, vem mesmo de graça, por uma fé exclusivamente em Jesus e não na justiça que temos. É, o que Deus valoriza parece ser maior do que tudo que se encontra no nossos “rol grandes pecados” como o adultério.

Tudo bem, não faremos a difícil pergunta da qual estamos procuramos a resposta. Vamos direto ao ponto que acreditamos ser certeiro: fidelidade na nossa confiança em Deus. Isso é sem dúvida o que Deus valoriza, a final, deve ser o que Ele espera de nós né. Mas será? Podemos ter certeza mesmo? Sei não, A NOVA ALIANÇA parece mudar um pouco a percepção que temos das coisas, até mesmo das que antes estávamos mais seguros! Mas vejamos uma coisa. Deus fala diretamente a você, e você faz o que Ele lhe diz. Por causa disso você enfrenta uma situação completamente difícil. Então você sai, anda um pouquinho e logo você se ver uma situação que você acaba mentindo. Coisinha pouca né. Nada tão monstruoso assim. E ai? O que Deus valorizaria nessa história? Hum, vichi, o cara ai foi bem até chegar mentirinha né, mas tem aquela parte lá que diz que temos que ser fiel até o fim para ganhamos a nosso coroa, então... perdeu. Você sabe de quem estamos falando, não é? É de Abraão na terra do Egito e sua meia mentira de que Sara era sua irmã. Deus afligiu tanto o Faraó do Egito quanto todo o povo por causa do carinha mentiroso. Mas essa ação de Deus não foi punindo Abraão não, foi para castigar é o povo e o Faraó que estava com a esposa de Abraão. Será porque Deus fez isso? Porque ele agiria a favor de um mentiroso? Ele não requer fidelidade absoluta na confiança nEle? Nós estamos ficando sem argumentos não é?

Deus valoriza pessoas, vidas. Em uma situação em que a vida humana corra perigo, a pessoa humana é mais importante do que padrões éticos ou religiosos. O que Deus valoriza está muito mais ao lado de um carinha errado por mentir, do que perto de um caixão com um difundo que “não precise de mais nada”. É, talvez precisassem nos relacionamos mais com um jovenzinho que sai e faz o que vem na telha, mas volta e se joga a Deus, do que ficarmos curtindo “troveis” com quem não tem experiência com o que Deus valoriza. A gente tem é que dar a cara para bater e reconhecer que, mesmo que as coisas pareçam, que as pessoas estão armandoalgo, mas se (com o perdão da palavra) na sacanagem dos homens alguém por meio disso encontrar a salvação, por mais estranho que pareça, é melhor isso ter acontecido do que a mesma ser fuzilada, ainda que pelos seus próprios erros.

É meio que confuso entender essas coisas né? Pois é, acredito que é melhor ficarmos na pergunta e apenas nos jogarmos, sinceramente, aos pés de um cara como Jesus, e aprendemos com ele o que sua NOVA ALIANÇA NO SEU SANGUE nos diz.
                                                                                                                                                                                                     

CASA CASINHA CASEBRE CASARÃO


Casa. Casinha. Casebre. Casarão. Uma palavra e suas derivações. Essas ramificações da palavra são vistas, mas o que não percebemos em todos os tipos de análise que o português oferece são as confusões que uma casa pode originar. De uma coisa tão aparentemente simples, que cujo significado cabe numa palavra pequeno – casa – há derivações históricas tão violentas. Exemplo, famílias que quebraram suas relações mais ternas por causa de disputas de heranças e coisas assim.
Além das brigas familiares, o que chamamos de casa tem abrigado muitas guerras por sua causa. Exemplo, Jerusalém – morada de Deus (casa de Deus). Quantas pessoas perderam suas vidas pela disputa dessa casa chamada Jerusalém. Hoje o que sobrou como um pedacinho do que é considerado como Casa de Deus construído por Salomão (Muro das Lamentações) é vigiado como relíquia preciosíssima.
No nosso país vemos uma disputa muito acirrada por uma “casa” em que as pessoas dão muito valor. Nossas palavras e compreensões tem edificado uma casa na qual chamamos de “casa de Deus”. Nela dizemos que Deus habita ali. E é uma compreensão tão forte que modulamos nossas posturas em duas: uma postura dentro da “casa de Deus” e outra fora. Crescemos com afirmações do tipo: menino não faça isso ou aquilo, estamos na “casa de Deus”. Ou até mesmo citações bíblicas como: “guarda o teu pé quando entrares na casa de Deus” Ecl. 5.1; e muitos outros.
É claro que ensinar comportamentos sociais de boa postura e etiqueta faz bem, faz muito bem. Mas o terrorismo evangélico não é benéfico! Terrorismo usando a bíblia e “pensamentos cristãos” causa atrofiações espirituais, mutilações de intimidade com Deus e até mesmo timidez espiritual. Pessoas nascidas em Cristo vivem uma relação de medo com Deus por inserção de pensamentos castradores em suas mentes e com isso se limitam nas manifestações de seus contatos com Deus.
Construímos edificações de tijolos e pedras e a damos o nome de “casa de Deus”. É bem lógico que não é a nomenclatura que é má em si, mas o que causamos nas pessoas com as “mensagens habitações de Deus” que empregamos com essa visão. As pessoas ficam vinculadas ás construções como o lugar em que suas orações são ouvidas mais de presa, ou, “buscar uma benção”, “renovar energias espirituais” (recarregar baterias).
Se olharmos e analisamos onde Jesus mais estive e será que a resposta seria o templo ou sinagoga? Se nos perguntarmos quais foram os locais em que Jesus mais abençoou pessoas, a resposta que encontramos no evangelho, certamente não seria nos templos ou similares.
A antiga compreensão originada no modelo templário de Israel teve o véu rasgado pela morte e ressureição de Jesus. Agora a casa de Deus, poderíamos dizer assim, mudou de lugar. Pessoas são casa, morada de Deus, templos de Deus. E Deus preferiu, Ele mesmo preferiu essa casa (pessoas) a “casa” antiga. Ele escolheu residir em nós. O templo da graça não tem como símbolo as grandes catedrais europeias. A imagem mais significante sobre a morada de Deus nesse novo tempo que Jesus instaurou são pessoas descriminadas, com e pelo pecado, agora são cheias do favor de Deus sendo moradas do próprio Deus.
Porque será que nós, sendo participantes do Reino da graça de Deus, insistimos em uma visão antiga? Porque pensamos em tijolos como casa, esquivamos das pessoas como morada de Deus? Sei que fica mais fácil termos um lugar central para congregarmos pessoas, e que isso não tem nenhum mal em si. Mas até quando vamos inverter os valores de Deus. Porque não valorizamos pessoas e investimos esforços, dividendos totalmente voltados para os prédios. Dizermos que sabemos o que é igreja, é igreja (dizemos pessoas) e o que é templo é templo (prédios), mas nossas práticas, pensamentos e colocações chegam às pessoas de formas bem diferentes. Precisamos nos comprometer com praticas melhores. Voltadas para o que Deus ama – as pessoas. Precisamos nos policiar mais quando ao que pensamos e dizemos a fim de certificamos que não estamos “derribando” o que Cristo construiu.
Gostaria de poder cantar, nos supra valorizados salões evangélicos, uma música intitulada “Casa” do grupo Palavrantiga: Deus preferiu essa carne/ Não quis os templos vos construir com minhas mãos/ Me fez carne/ eu sou morada/ lugar de Deus/ Que não está lá fora/ Mas sim mora dentro de mim/ Abre a porta/ e Ele entrou em casa/ Estou em obra/ Essa morada, um dia será perfeição/ A minha janela são esses olhos que brilham/ Uma coisa ela mostra quem a ilumina/ é o meu amado/ Mudando as coisas de lugar dentro de mim/ Eu sou casa/ Lugar de Deus/ E Ele habita em mim/ Lá fora é frio/ Lá fora é medo/ Tem algo de morte, deserto, vazio/ Morando em mim/ Tu me aquece/ Me ensina a ser livre/ Santo Espirito/ Me enche de alegria/ Eu sou casa/ Lugar de Deus/ E Ele habita em mim”. Mas se, contudo, a voz de retorno aos princípios eclesias praticados por Jesus deixo por final as palavras de Paulo: “Vocês não sabem que são casa de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês?” I Cor. 3.16.