Soa-nos tão estranho quando ouvimos sobre as guerras que os religiosos são capazes de fazer no oriente médio. Ou, o que levou Hitler ter feito o que fez. São episódios de nossa sociedade humana que são pesados e difíceis de explicar. Em contra partida o que, em nome da fé, nós do ocidente somos capazes de fazer? Bomba de Hiroshima? Desculpa-me, matar uma geração diretamente e inúmeras outras indiretamente não é “uma espécie de fé” que meu país tem, obrigatoriamente, vencer a tudo e todos sempre. Ou ainda, manter o avanço tecnológico a custo de culturas e vidas indígenas, uma gama de impactos ambientais; como desvio de curso de rios, matança de animais, desequilíbrio ecológico, e muito mais. Isso não será também um idealismo extremista? Perdão, o padrão da vida moderna tem fundos muito cômodos para nós que dar para pagar todas essas contas indígenas e ambientais.
Mas e ai, diga-me, por favor, o que você valoriza? Ou melhor, o que valorizamos? Tudo bem, vamos dizer que isso não tem nada com nossa “fé cristã”. Mas então, o que valorizamos por meio da fé? Uma resposta plausível, talvez, possa ser algo do tipo: boas ações, simpatias com as pessoas, dinamismo, “servir na casa de Deus”, não se contaminar com o pecado. A essas coisas, acredito que todos concordarmos que é boa resposta. Mas será? É esse o foco de Deus? Talvez, quem sabe, a valorização demostrada pelo filho mais velho, da narrativa do Filho Pródigo, nos esclareça. “Olha! Todos esses anos tenho trabalhado como um escravo ao teu serviço e nunca desobedeci às tuas ordens. Mas tu nunca me deste nem um cabrito para eu festejar com os meus amigos. Mas quando volta para casa esse teu filho, que esbanjou os teus bens com as prostitutas, matas o novilho gordo para ele!”. Dedicação ao trabalho. Obediência sem hesitação. Uma pessoa sem erro. Porém, selo de “NO PECADO”, ou título de “MELHOR PROFISSIONAL DO ANO”, tudo isso, sem compromisso com a vida humana, não tem valor algum. Sem abonar o filho mais velho, o pai – Deus na narrativa – reprovou esse comportamento. É bem possível que, na ANTIGA ALIANÇA DA LEI, essas coisas valeriam muito. Mas agora, pela graça, com o Reino de Deus entre nós, precisamos nos preocupar mais com que Deus valoriza.
Mas continuámos. Diga-me, o que valorizamos? O que Deus valoriza? Temos carta na manga. Pois possuímos um bom senso de justiça. Uma mulher pega em adultério, uma cópia da lei que diz que ela deveria ser apedrejada e uma pergunta: “e você, diz ai o que deve ser feito?”. Colocações muito honrosas, podemos afirmar isso? De uma lado fazer cumprir a lei, e ainda ter doutro lado uma pontinha de “humanismo”. Mas ai, qual é a escolha? Qual é a resposta? Não, não, por favor, não leve em conta minha ignorância. Esqueci que os cristãos em suma, sabem que essa situação é uma pegadinha. Ah, era só uma armadilha que não deu certo, não é verdade? Se colocássemos nossa galera cristã para assistir de camarote o episódio, talvez diríamos a seguinte coisa para a rapaziada que preparou tudo isso: “não fui dessa vez playboy”. Mas e ai, o Deus diria mesmo? O que Deus valorizaria nessa situação? E que tal um aplauso, está supresso? E se ainda ele for seguido de muito obrigado. “Quem de vocês não tem pecado atire a primeira pedra”, obrigado, obrigado. Graça a suas atitudes de criar uma pegadinha uma vida foi salva. Salva da morte. Salva do pecado. Ou, deixa eu ver, será que uma vida, apenas uma vida, não seria suficiente para Deus ficar plenamente feliz? É, erramos mais uma vez. É, a NOVA ALIANÇA, vem mesmo de graça, por uma fé exclusivamente em Jesus e não na justiça que temos. É, o que Deus valoriza parece ser maior do que tudo que se encontra no nossos “rol grandes pecados” como o adultério.
Tudo bem, não faremos a difícil pergunta da qual estamos procuramos a resposta. Vamos direto ao ponto que acreditamos ser certeiro: fidelidade na nossa confiança em Deus. Isso é sem dúvida o que Deus valoriza, a final, deve ser o que Ele espera de nós né. Mas será? Podemos ter certeza mesmo? Sei não, A NOVA ALIANÇA parece mudar um pouco a percepção que temos das coisas, até mesmo das que antes estávamos mais seguros! Mas vejamos uma coisa. Deus fala diretamente a você, e você faz o que Ele lhe diz. Por causa disso você enfrenta uma situação completamente difícil. Então você sai, anda um pouquinho e logo você se ver uma situação que você acaba mentindo. Coisinha pouca né. Nada tão monstruoso assim. E ai? O que Deus valorizaria nessa história? Hum, vichi, o cara ai foi bem até chegar mentirinha né, mas tem aquela parte lá que diz que temos que ser fiel até o fim para ganhamos a nosso coroa, então... perdeu. Você sabe de quem estamos falando, não é? É de Abraão na terra do Egito e sua meia mentira de que Sara era sua irmã. Deus afligiu tanto o Faraó do Egito quanto todo o povo por causa do carinha mentiroso. Mas essa ação de Deus não foi punindo Abraão não, foi para castigar é o povo e o Faraó que estava com a esposa de Abraão. Será porque Deus fez isso? Porque ele agiria a favor de um mentiroso? Ele não requer fidelidade absoluta na confiança nEle? Nós estamos ficando sem argumentos não é?
Deus valoriza pessoas, vidas. Em uma situação em que a vida humana corra perigo, a pessoa humana é mais importante do que padrões éticos ou religiosos. O que Deus valoriza está muito mais ao lado de um carinha errado por mentir, do que perto de um caixão com um difundo que “não precise de mais nada”. É, talvez precisassem nos relacionamos mais com um jovenzinho que sai e faz o que vem na telha, mas volta e se joga a Deus, do que ficarmos curtindo “troveis” com quem não tem experiência com o que Deus valoriza. A gente tem é que dar a cara para bater e reconhecer que, mesmo que as coisas pareçam, que as pessoas estão armandoalgo, mas se (com o perdão da palavra) na sacanagem dos homens alguém por meio disso encontrar a salvação, por mais estranho que pareça, é melhor isso ter acontecido do que a mesma ser fuzilada, ainda que pelos seus próprios erros.
É meio que confuso entender essas coisas né? Pois é, acredito que é melhor ficarmos na pergunta e apenas nos jogarmos, sinceramente, aos pés de um cara como Jesus, e aprendemos com ele o que sua NOVA ALIANÇA NO SEU SANGUE nos diz.
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